The Hum

1.A1 Alves D Veiga Scene 22:00
2.A2 S Ildefonso Dirge 26:15
3.A3 Rua D Viseu Sequence 23:36
4.B1 Rua D Viseu Sequencee 11:05
5.B2 S Ildefonso Scene 20:20
6.B3 S Ildefonso Detail 09:24
7.B4 S Ildefonso Detaill 25:56
“…ao justapor estas massas de tom com secções de movimento delicado e comovente — como a meio dos 25 minutos de S Ildefonso Detaill, quando tudo é reduzido para revelar uma nota solitária e vulnerável que dança em torno do núcleo antes de as camadas regressarem — estes pequenos bolsões de descanso proporcionam um impacto emotivo inesperado e inquietante.” Spencer Tomson, na The WIRE, edição 441
The Hum é a obra de estreia de Sarnadas, um artista transdisciplinar português que trabalha som, imagem, espaço e tudo o que existe entre eles. O álbum, com mais de 4 horas de duração e previsto para ser lançado em duas partes, é uma consequência direta do seu trabalho com o coletivo artístico disruptivo Favela Discos. Ao suspender alguns protocolos e, mais importante ainda, ao suspender o próprio tempo num ciclo contínuo e perfeito de melodias em camadas, Sarnadas permite-se concentrar no desenvolvimento de novas possibilidades através da manipulação do contexto criado, em vez de depender da falsa necessidade de produção constante.
Ao longo das 15 peças de música profundamente comovente, luminosa, mas tranquila, Sarnadas abandona estruturas musicais rígidas para repetir, sobregravar e erguer camadas de frases sintetizadas que se relacionam entre si no ambiente fechado de The Hum. O músico portuense orienta a sua procura por opulência melódica na paisagem sonora aparentemente imóvel de repetição orgânica, onde o encontro desempenha um papel tão importante quanto o acaso controlado e o desfasamento de melodias, sons e texturas. A abordagem de Sarnadas à escrita musical permite que os detalhes sejam gerados, em vez de forçados para dentro da música, criando um estado de letargia consciente onde o sonho desempenha um papel ativo no resultado sonoro.
Gravado ao vivo ao longo de dois dias, o álbum em duas partes reflete a necessidade de Sarnadas de suspender o tempo e encontrar um novo pathos, permitindo-se trabalhar infinitamente sobre um único instrumento: um sintetizador caseiro de três osciladores, construído pela sua colaboradora de longa data Inês Castanheira (Well). Este instrumento simples, combinado com uma mesa de mistura e a parafernália de pedaleira, libertou-o para moldar loops, texturas, luminosidade e acaso num desenho envolvente de espaços orgânicos e mutáveis.
créditos
lançado a 30 de setembro de 2020
Produção, Mistura, Masterização e Artwork por João Sarnadas
“…by juxtaposing these slabs of tone against sections of delicate and affecting movement – such as halfway through the 25 minute “S Ildefonso Detaill” when everything is stripped back to reveal a vulnerable solo note that dances around the core before the layers are returned – these little pockets of respite deliver an uncanny and unexpected emotive impact.” Spencer Tomson, in The WIRE issue 441
The Hum is the debut opus of Sarnadas, a Portuguese transdisciplinary artist working sound, image, space and everything in between. The 4 hour-plus long album, set to be released in two parts, is a direct consequence of his work with the disruptive artistic collective Favela Discos. By suspending some protocols but, most importantly, by suspending time itself in a seamless never-ending loop of layered melodies, Sarnadas allows himself to focus on developing new possibilities with the manipulation of the context created, rather than relying on the false necessity of constant output.
Over the 15 pieces of deeply moving, bright, but calming music, Sarnadas waives off rigid musical structures to loop, overdub, and erect layers of synth phrases which relate to each other in the enclosed environment of The Hum. The Porto-based musician prompts his search for melodic opulence in the seemingly still soundscape of organic repetitiveness, where the encounter plays as big of a role as controlled randomness and the mismatch of melodies, sounds and textures. Sarnadas’s approach to music writing allows details to be generated, rather than forced into music, creating a state of conscious lethargy where dreaming plays an active role on the outcome of sound.
Recorded live throughout two days, the two-part album is reflective of Sarnadas’s need to suspend time and figure out a new pathos by allowing himself to work endlessly on the single output of choice: a three-oscillator homemade synth constructed by his long-time collaborator Inês Castanheira (Well). This simple instrument, paired with a mixer and pedalboard paraphernalia, freed him to work loops, textures, brightness and chance into a compelling design of organic and mutating spaces.
credits
released September 30, 2020
Production, Mix, Master, Artwork by João Sarnadas
15,00 €
